domingo, 6 de novembro de 2011

Beatriz e os animais.

Hoje eu li esse texto aqui, e foi um misto de ódio e compreensão, resumindo: eu entendo!

Durante toda a gravidez da Beatriz eu sofri uma mega " repressão" em casa, por conta do Charles, o gato. Eu era super apegada a ela, 24hrs por dia, se ele sumia por duas horas eu ja ficava louca.
Vale lembra que, aqui em casa existem regras, gatos são soltos e livres. Sim eles dão voltinhas na rua, mas eu sempre fico preocupada. Nunca tratei animais como filho, sempre cuidei muito bem, amo demais mesmo, recolho animais da rua, mas nunca curti cachorro dentro de casa, acho sim nojento algumas coisas, e por isso não curto cachorro dentro de casa!

O Charles sempre teve livre acesso na casa, ele dormia comigo, e sempre teve toda a atenção voltada a ele.
Na época também tinha o PINGO meu poodle que vivia no quintal de casa - nunca dentro de casa -, ele era bem velhinho(13 anos) e a Beatriz conviveu super pouco com ele. Um dia brincando com ele vi que ele estava com BERNE, levamos ao veterinário, ele foi limpo, examinaram ele, anestesiaram e no outro dia ele voltaria, mas ele não passou daquela noite, eu passei a madrugada toda esquentando água, colocando em garrafa pet, e esquentando ele. Beatriz com mais ou menos 2 meses de vida, sempre conosco, dormindo, em paz.

Ressalto que, apesar de eles não ficarem dentro de casa sempre amei, cuidei, assim como uma criança mesmo, o Pingo foi um acaso a Berne, a veterinária falou que é assim mesmo, que quando a gente vê já tem é de um dia para o outro. Enfim.

Voltando...
Durante a gravidez, ouvi barbaridades sobre gatos, que passava doença, que iria matar a Beatriz enquanto ela dormia, que " pra que eu ia querer um gato agora que ia ter um bebê?" como se eu tivesse gatos por não ter filhos, enfim. Ameaçaram de sumir com ele, e toda vez que eu saia de casa, saia com o coração na mão de medo de chegar e terem levado ele embora.

Mas TUDO mudou quando a Beatriz nasceu.
Ta que enquanto ela literalmente nascia, eu perguntava para o marido: "e o charles como ta?Ele ta comendo? " E o médico " Mãe, pai, ela ta nascendo..." e eu " Mas o charles..."


Acontece que eu deixei o Charles de lado. 
Eu não ligava se ele passava o dia fora, se ele tava bem dormindo la´fora ou dentro de casa, se algum cachorro de rua podia pegar ele e matar, eu não me importava.
E foi assim durante alguns meses.

E eu agradeço o Charles por ele não ter me abandonado, pois eu fui cruel sim. Ele esteve comigo em muitos momentos e era super injusto da minha parte deixa-lo de lado naquele momento tão importante.
E quando eu percebi isso, eu fui tentando mudar aos poucos, colocar ele no meio daquela loucura que estava minha vida e minha rotina. Tinha medo dele dormir no quarto, ele poderia estranhar a Beatriz, sei la. Mas sempre tentava colocar ele perto dela, mostrar para ele, comecei a dar mais atenção para ele. E ele, que já estava arisco, começou a reaproximar.

Depois adotei outros gatos, que sumiram, iam, voltavam.
Mas acho que fiz a melhor coisa, que foi adaptar o Charles nisso tudo. OU melhor, adaptar a Bia nisso, pois o Charles estava aqui já, ele já fazia parte da casa, da família.

Hoje, todos sabem como a Beatriz é com os animais, ela AMA o Charles, ama MESMO, ela abraça, carrega ele no carrinho de bebê, faz ele dormir que nem se faz neném dormir, e apronta MUITO com ele, a ponto de eu ter dó do coitado e falar " charles, fuja, vai vai vai vai" quando ela se aproxima.
E ele, com toda a paciência do mundo, nunca arranhou a Beatriz, nunca fez NADA com ela.

Agora, além do Charles, temos a Neném.
A Neném achamos na rua, a minha sobrinha achou voltando da escola, eram 4 gatinhos. Eu abriguei em casa - Beatriz ficou louca com os filhotinhos - e por causa da Beatriz eu fiquei com a Neném, doei todos e sobrou a neném, já tinha até quem queria, mas toda vez que eu ia dar comida para ela, e a Beatriz ficava frenética, os olhos brilhando, super feliz, eu decidi que a Neném ficava.

E a Neném "sofre" na mão da Beatriz, porque a Bia é criança, desajeitada, a gente tenta ensinar, mas é complicado. Ela pegava a coitada da Neném pelo pescoço, jogava prá lá e prá cá. E a Neném NUNCA arranhou ela.

Temos dois cachorros também, a Diana - pegamos na rua - uma pastor alemão dócil que deixa a Beatriz até montar cavalinho nela. Beatriz ROLA com ela no chão, beija, corre, bate, acorda e chama por ela. É muito amor.
E adotamos o Toby, um vira lata safado e lindo. Dois dias depois que ele estava em casa Beatriz já o chamava pelo nome.

E a Diana teve cria, dia 11/10, 4 cachorrinhos lindos. E para a alegria da Beatriz. Que pede todo dia para ir ver eles, que fica brincando, pega um por um no colo - sem pegar pelo pescoço! - e beija, chama de lindos, faz carinho e chora na hora que tem de entrar em casa.
Desses 4 cachorrinhos, vamos ficar com um, também por causa da Beatriz. Foi o primeiro que nasceu - ajudei no parto gente! - o mais frágil, o que demorou mais para abrir os olhos, a andar. O único macho.


E de tudo isso, quero dizer que, é saudável.
Germes de cachorro não mata. Beatriz ta viva, saudável - vide os exames de sangue periódicos que fazemos -, feliz. Não, não entrou nenhum pêlo de gato no pulmão dela e a matou. Nenhum cachorro teve ciumes e comeu ela durante a noite.

Acho essa convivência ESSENCIAL, eu passei a minha infância toda com 3,4 cachorros - todos pastor alemão - em casa, cuidando, vendo cachorrinhos nascerem, resgatando cachorro de rua com a minha mãe. E acho que isso sim é algo ótimo de se passar de "mãe para filho" o amor aos animais. Porque amar um ser humano que tecnicamente é racional, é fácil. Agora amar um animal, que tecnicamente não te da nada em troca, da gasto, suja a casa, faz muito barulho, é que é complicado.

E que óbviamente, eu não amo meus cachorros mais do que minha filha. Mas, não é por isso que eu não os amo, ou amo menos. É um amor diferente. 
Em momento algum fiquei insegura em questão do Charles ou qualquer outro animal de casa machucar ou fazer mal a Beatriz, sempre tive certeza de que isso é mais balela do que qualquer coisa. Eu tive medo, de me afastarem deles.


E vale lembrar, como já disse milhões de vezes aqui, nenhuma gravida pega toxoplasmose por ter gato em casa. A não ser, que ela seja bizarra o suficiente para comer as fezes dele. É mais fácil você pegar toxoplasmose comendo uma saladinha mal lavada do Mc Donalds, do que do seu gato.

Então se vale um conselho, um beijo da minha cachorra velha na minha filha, é muito mais higiênico do que muitas pessoas que eu não conheço por ai que fica passando a mão na minha filha dentro do ônibus e falando " Ai que linnndaaa!".


Beijos

9 comentários:

Chris Ferreira disse...

Oi,
poxa! Fiquei emocionada de ler sua história com o Charles. Eu AMO bichos, principalmente gatos! É um saco essa coisa de gato na gravidez. Já li muitas coisas a respeito. O gato que vai pra rua tem o risco de passar a toxoplasmose. Passado o período de perigo...convivência feliz e harmônica! Mas os "palpiteiros" de plantão (que surgem aos montes na gravidez) conseguem, assim mesmo, nos deixar com medo!
Minhas filhas amam bichos também!
Adorei seu comentário lá no meu Blog!
Beijos
Chris
http://inventandocomamamae.blogspot.com/

Alê disse...

Amei o texto....vou espalhar pelas minhas redes so iais,pois ha muito preconceito com relação à isso

Parabéns

Alessandra

Sylvia disse...

Sabe que eu escrevi um post justamente por causa desse outro blog? Mais pelos comentários infundados do que o post da dona em si, mas acho que serve de alerta a todas nós... animais também tem sentimento e sofrem assim como nós. Por mais que a gente vá doar para alguém que goste, pensa em como ele se sente? Abandonado no mínimo.
Linda sua história com os gatos... e não se preocupe com os bernes... eles são um saco e aparecem mesmo, é só o bicho ter algum machucadinho que as moscam pousam e eles aparecem. Aqui já tivemos sérios problemas com eles, apareceram muitos nos cachorros... mas é só levar ao veterinário que eles tiram.
Beijos mil

http://sylvia-bruno.blogspot.com/

Cris Guimarães disse...

Como comentei lá no grupo, esse papo de toxoplasmose é terrorismo de quem não gosta de bicho. Só pega em contato DIRETO com as fezes e ponto final, não existe outra forma. Quanto a germes e etc, convivemos com eles diariamente e muitos são necessários à manutenção de nossa imunidade. Beijos!!!

Yumi disse...

Eu tenho duas gatas, a Suri e a Amy... e o Fe eh apaixonado pelas duas, e elas por ele!! Qdo o Fe era pequeno e chorava no colo da minha mae, a Suri mordia o tornozelo dela, pq achava q ela tava maltratando o nene huauhahua e sempre q o Fe ta chato ela tenta distrair ele, correndo atras d bolinhas, se esfregando nele... e a Amy eh socada, espancada, pisada, esmagada, abraçada, mas sempre deita no mesmo lugar, sabendo q em segundos vai virar o saco de pancadas do Fe.

Pra mim foi super tranquila a adaptação... as gatas sao tranquilas e silenciosas, e qdo querem brincar vao pra garagem ou pro quintal huahuahua Acho importante esse contato, pro Fe aprender desde cedo a cuidar e respeitar os animais.

Beeejos!

Rafael Noris disse...

Povo nos mata com essas neuras de animais e bebês, né? O Miguel se dá super-bem com a minha cachorra lá na chácara, mesmo ela sendo uma São Bernardo estabanada e 5 vezes mais pesada que ele. Aliás, não só com a cachorra, mas com as galinhas também, ainda mais que agora nasceram pintinhos. Essa convivência e interesse pelos animais acho muito lindo e muito benéfico pro desenvolvimento dele :)

Deve ser muito bonitinho a Bia com o filhotinho, babo só de imaginar >.<

Bjo!

Dnise disse...

com certeza!! é uma coisa necessária pra se passar de uma geração pra outra....em casa SEMPRE tivemos cachorros! meus pais sempre nos ensinaram o qt é otimo ter um bichinho em casa...os animais ensinam a gente varias coisas mesmo sem falar nada ....to doida pra arranjar um vira-latinha pra minha Sofia, mas na minha casa ~alugada~ os donos não deixam ter um (fuuuu!!)....fazer oq

mudando de assunto sobre o desfralde da Bia, vc contou que ela ja usa o sanitario, vc comprou dakeles redutores q encaixam na privada? são otimos....

eu e meu marido compramos um dakele e um penico, o penico eu deixava no serviço e o redutor ela usava em casa, ela se acostumou tão rapido menina! daí tivemnos que comprar outro peniquinho pra deixar em casa, agora ela ja vai sozinha, usa e joga SOZINHA na privada kkkk...eu racho o bico pq quando vejo ela jogou metade do xixizinho nos PÉS a outra metade na privada rsrs...é um barato....daí bora tomar outro banho :) ..oq vc acha dos peniquinhos?
bjs

Viviani F. Polli A. Barbosa disse...

Meninas que bafão. Fui no dito blog da Loka dos cachorros, postei minha opinião ( contrária lógico ) e teve uma xiita que se doeu do meu comentário. #medodaxiitamodeon
Enfim, acho muito lindo o amor puro das crianças e dos animais. Criei minha filha com cachorros, gatos, tartarugas e afins, e ela está aí, firme e forte, prestes a completar 13 anos.
Como eu disse no outro blog, tenho certeza que as loucas que condenam contato dos animais de casa com as crianças, são as mesmas que levam os bebês recem nascidos para o shopping para ter contato com pessoas estranhas.
Beijos.

poltronadogargarejo.blogspot.com

Jacqueline Braga disse...

Well, eu nem comentei no tal polêmico post da Carol, porque se eu tivesse um cachorro eu me sentiria exatamente como ela!
Eu já tive sim, 3 cachorros (dois morreram e um eu doei) minha mãe nunca gostou de cachorro, e nunca deixou a gente ter um. Quando completei uns 2 anos de casada, me sentia muito sozinha em casa e coloquei na cabeça que queria um cachorrinho.Marido foi e me deu um,a Meg, ela ficou com a gente até completar 6 ou 7 meses se não me engano, juntamente com a Naja, uma rotweiller, que infelizmente adoeceu e morreu por parvovirose. O veterinário havia explicado que o local fica infectado por até 2 anos com o vírus, e como as duas ficavam juntas na cobertura, eu resolvi doar a Meg antes que ela ficasse doente tmb e viesse a morrer. E também porque eu quase não tinha tempo para cuidar dela, pois fazia faculdade e trabalhava.Cortou meu coração ter que doar, mas foi melhor assim, pois hoje eu vejo que jamais daria conta do Bryan e da Meg juntos. É por isso que eu sempre falo pro meu marido, que é louco para ter outro cachorro, que ter um cachorro é a mesma decisão de ter um filho: tem que ser muito pensada!!!
Eu curto muito cachorro, mas eles na casa dos donos e eu na minha, pois eu e meu marido temos muita alergia a pelo de cachorro e gato, eu tenho alergia mais forte a pelo de gato, não posso ficar perto que espirro sem parar, então aqui em casa não posso nem pensar em ter cachorro ou gato.
Mas eu não teria medo da convivência do Bryan com um dog, ele vê na casa dos tios e ama passar a mão, eu deixo sem neura, pois sei que essse contato é saudável, o contato com microorganismo é o que fortalece o sistema imune da criança!!
Quanto a gato, realmente é muito difícil adquirir toxo, a menos que a pessoa coloque a mão no cocô e depois leve a mão na boca, coisa que sabemos que é super difícil e porca. É só deixar a criança longe da caixinha de necessidades do gato,pois sabemos como criança adora colocar a mão na boca.

Enfim, falei pra cacete...rs
bjs