sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A ausência da culpa.

Há um tempo, em uma desses grupos do facebook, conversando sobre parto começou uma discussão bem acalorada, e porque não, desrespeitosa.
O discussão que até então estava interessante, partiu para a agressão. A agressão de impor.
E isso já se faz uns bons meses, porém hoje ao ler um texto muito interessante* me fez pensar sobre tudo isso novamente.

Em meio a essa discussão eu tentei me sentir culpada, culpada por na época da minha gravidez ser tão inocente e não ter buscado uma informação mais concreta. Inocente por acreditar naqueles médicos - nas palavras de quem estava conversando " manipuladores, comerciais, etc" - que cuidaram de mim por quase 20 anos e me "enganaram".

Abre parenteses:  Para quem não sabe, explico: A Beatriz nasceu de cesárea mesmo eu tendo muita vontade de um parto normal. Em momento algum pensei na dor do parto normal, nem senti medo, sempre encarei como natural. Já que na época minha cunhada já tinha tido dois filhos de parto normal e tinha sido tranquilo, e pelo fator também de antigamente - meus avós - tiveram a única opção de um parto normal e sempre correu tudo bem! Porém, quem me fez escolher a cesárea não foi ninguém de dentro da maternidade. Foi meu cardiologista. CardiologistaS. Esses que me acompanhavam desde que eu nasci. 
Na maternidade de Campinas (SUS), em casos de risco como o meu é aconselhado cesárea dependendo do estado da pessoa, no meu caso, eles me pediram uma avaliação com o cardiologista. Fiz com o da maternidade, que me pediu para ir nos meus particulares porque pela gravidade da minha cirurgia e por ele NUNCA TER VISTO uma cirurgia assim, ele não sabia nem o que dizer. 
Eu nasci com TRÊS problemas no coração, e ao abrir meu coração o médico só sabia DE UM, os outros dois comigo aberta ele teve de resolver ali NA HORA. Tanto que, o tipo de cirurgia que ele fez foi ali inédita, e hoje consta até mesmo nos livros de medicina.
Depois da minha cirurgia meu cirurgião fez duas cirurgias iguais, porém, as duas pacientes veio a óbito antes de completar 15 anos. 


Quando fui nos meus cardiologistas aqui de Campinas ( Dr. Hamilton, e Dra. Maria Helena Vidotti ), fiz uma bateria de exames com o Dr Hamilton e pedi para ele dar a opinião dele sobre cesárea ou parto normal.
E ele me disse o seguinte: Isabela, eu não sei ao certo o que te dizer. Em casos simples de cardiopatas eu indico de olhos fechados o parto vaginal. Porém o seu caso é muito delicado, por ser único. E não temos parâmetro sabe?Não temos como dizer como é, o que pode acontecer, os riscos. O que sabemos é, seu coração tem apenas 40% da força de um coração normal para bombear sangue para o seu corpo. Seu coração é compatível com o coração de uma senhora sedentária. O parto normal pode ser arriscado por exigir muita força, por você ter de fazer força, e o seu coração - nem sua válvula  artificial - podem aguentar. É um risco muito grande. É como se você fosse uma cobaia, um teste para futuros casos. E essa é a minha opinião não só como seu médico, mas como um grande amigo da sua mãe, e por ter te acompanhado desde que nasceu. Mas a escolha é sua, você tem de ver e saber se assume o risco ou não.

Com isso pensei: Mais vale eu com saúde para conseguir cuidar da minha filha, do que correr um risco que eu não sei qual é. 


Fecha parenteses. 

Seria muito mais fácil eu me sentir culpada, pelas vezes que tentaram me conscientizar sobre o parto normal - mesmo eu sempre deixando sempre explicito a minha vontade por tê-lo e a minha consciência de ser o melhor para mãe e para o bebê -, seria muito mais fácil eu me menosprezar, menosprezar MINHA vontade, MINHA ESCOLHA e também a minha história.

Por sorte eu aprendo muito e rápido. E o que mais me deixou aliviada foi aprender nesses grupos onde xiitas se encontram. Aprendi que minhas escolhas são só minha. Que pessoas são indivíduos diferentes entre si. Que cada um tem uma história, um porque, uma verdade que lhe convém ou que realmente acha melhor para si.

O que vejo e me entristece é ver tantas pessoas com informação das boas, que ao invés de repassa-las e ensinar quem realmente precisa aprender, perde seu tempo e seu vocabulário falando, agredindo, massacrando quem tem a informação e já fez sua escolha. Esse tempo, seria muito melhor gasto fazendo trabalho voluntário.
E como me disseram hoje, digo isso com propriedade. Porque parei de militar sobre amamentação por aqui, parei de militar na internet onde qualquer um tem a informação que quiser e comecei a militar onde ninguém tem acesso a essas informações. Comecei a fazer trabalho voluntário, e contar minha experiência sobre amamentação, ensinar, conversar, ser um ombro para mães que não tem essa informação, mães essas de um bairro super carente, que frequentam um posto de saúde muito bacana e que a mãe mais velha do grupo tem 19 anos. Mães que não tem escolha, pois pelo SUS se você tem uma saúde perfeita é parto normal sem te perguntar. E pensando por um lado mais crítico, isso é respeitar a escolha da mulher?
Sinceramente, não tenho uma opinião formada para isso. Porque acredito sim que as taxas de cesárea no Brasil tem de diminuir, e o SUS é o que mais colabora nisso. Porém, cadê a escolha da mulher?

Aprendi muito com essas meninas, até porque é uma realidade totalmente diferente da minha, das pessoas na qual convivo. Não tem internet em casa, são batalhadoras, e muitas são mães solteiras. Muitas optam por amamentar sem pensar duas vezes, não pelos benefícios, mas porque não tem dinheiro para o NAN.
Algumas ali não conseguem amamentar não por falta de vontade, mas por fatores externos, muitos dentro do próprio posto de saúde, como já contei aqui uma vez.

Então é uma militância muito mais delicada, muito mais real, e creio eu muito mais eficaz.

Por fim, deixo para vocês o texto da minha amiga Daniela.



acho engraçado gente que é contra o preconceito aos gays, negros, etc., a todos os rotulados como "diferentes".. quem acha um absuuuurdo essa "discriminação" generalizada.. que é partidário da aceitação das "diferenças", da liberdade acima de tudo, da liberdade de expressão.. apedrejaaaar uma mulher por, veja bem>> diante de toda e qq muito boa informação, optar por um parto operatório. isso tb é descriminação! se ela sabe muito bem, com muita propriedade, sobre os benefícios do parto normal à ela e ao bebê, sobre a corrupção da indústria cesarista, sobre todos os tipos de intervenções/não intervenções nela e no bebê, sobre todas as implicações de sua escolha, sobre as questões da humanização.. e ainda assim opta pela cesariana, gente.. o problema é dela! como a xiitada costuma dizer, "o parto é nosso"! se é "nosso", pq não respeitam? dane-se se fariam o mesmo, se aceitam, se concordam.. dane-se, pq ninguém está na pele do outro. limites são extreeeemamente pessoais. uma história de vida, é única. respeitar os próprios limites é primordial, é coisa de sabedoria extrema. "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é" não basta??? estou farta de ver a "galera" do PN (com aquela beeela episiotomia, 25 pontos a menos, em média, do que uma cesárea, embora a segunda interfira em planos certamente "mais nobres" do corpo humano), do parto natural, do domiciliar, caindo de porrada verbal em quem tem legítimo direito de ser livre e responsável por suas escolhas!!! pq isso? será pq como sentiram dor, como se orgulham de ter dado um nascimento mais "digno" ao SEU filho, sentem-se no direito de rechaçar quem é "diferente"? que aceita que seu limite próprio é "diferente"?? ser "diferente" ofende, ameaça??? o que é isso, minha gente??? não é a mesmíssima coisa??? e, por mais incrível que pareça, normalmente são essas as mesmas pessoas que mais defedem a "maternagem consciente". maternar consciente é dar eeeeste exemplo??? jamais no meu dicionário! no meu é, dentre outras coisas, dar exemplos bem ao contrário, com meu comportamento! é justamente respeitar, seja quem e como for ou queira ser! é ter a sensibilidade de se colocar no lugar do outro. é ouvir o ponto do outro e refletir sobre ele, antes de querer impôr as minhas tão peculiares verdades! quando condeno, sem me dar a chance de ver aos olhos do outro, eu falo de mim, e apenas de mim! contraproducente!!! cadê o altruísmo? cadê a solidariedade? cadê a postura agregatória??? que prazer estranho é segregar.. afastar. que prazer estranho é rebaixar alguém para que possa se sentir superior. que prazer estranho é praticar a violência emocional e verbal! caracoles! é deprimente! pq cargas d'água esse povo não gasta suas energias (e quanta!) no centro do alvo? pq dá mais trabalho? pq é mais arriscado? pq é menos, digamos... "recompensante" ao lado humano perverso??? pq, de antemão, já se consideram vencidos pelos "médicos", que tanto gostam de diminuir? e com esse comportamento apenas chancelam a crença de que são intransponíveis?? alooooou! gaste sua energia com qualidade! canalize sua energia em partilhar a boa e idônea informação! com candura, sabedoria e sim, alguma informação sobre como fazer isso da melhor e mais saudável maneira, da que fale ao coração, caso seja um desejo forte seu, desejo verdadeiramente solidário.. canalize sua energia em lutar contra "peixe grande". cadê a sua tamanha fortaleza? considere a realidade da pessoa, do entorno dela, da cidade em que vive, dos médicos e recursos disponíveis lá... sim, dá trabalho! vai peitar essa??? por acaso é mais saudável ter um PN permeado por episio, fórceps, kristeller, com a mulher presa numa cama, sentindo dor sem poder se auto confortar, com equipe praticando a violência verbal e física, velada, do que uma cesariana tranquila? esse PN às custas da melhor relação de uma díade, já num imediato pós-parto, diante da boa e saudável experiência de parto, "pessoalíssima", se justifica??? pelo amor de quem queira! tem que ser muitoo, mas muito inteligente para balancear com a realidade, avassaladora! cuidado com o que vc recomenda, com o que vc deseja ao outro! o outro nããão é vc! a realidade do outro, pode atéé ser a mesma da sua, mas ele é, e vc sabe disso, completamente diferente de vc! por isso que duas pessoas diferentes reagem de forma diferente diante de uma mesmíssima situação! como ainda se pode achar que maltratando se vá "convencer" sobre o parto normal, ou o parto natural?? como falar sobre humanização sem a exercer??? forçando alguém a ser "como vc", num exercício do mais cruel egocentrismo? é realmente necessário ser assim, para que a xiitagem possa se sentir confortável? isso não me fala em NADA sobre propriedade. isso me fala sobre mágoa, culpa, dor, agressividade.. com muito mais força do que quem teve parto operatório por desinformação e, passa a ter essa informação, possa se sentir! quão paradoxal! me sôa como uma devastadora necessidade mesquinha de auto-afirmação!!! e mais, até quando é responsabilidade da mulher, digo a mulher real, nua e crua, evitar um parto operatório desnecessário? sendo a desnecessidade tb, algo tão pessoal? eu, enfim e particularmente, acho que esse fenômeno só pode acontecer, da mulher se valer do PN, PNat, desejar, querer, não se sentir capaz de se separar disso, mediante acesso à boa, idônea, baseada em evidências (desde que em linguagem reconfortante, responsável e acessível) informação. mediante uma reeducação dos profissionais de saúde, desde promover uma empatia para com a paciente (hoje é cliente, né???), até cumprir hipócrates.. até levar em conta o bem estar e o direito de quem se "cuida", muito a frente do seu. plano de saúde de bosta? dá mais trabalho lutar conta ele.. lá no miolo do alvo, né? o peixe grande! é mais fácil oprimir quem paga em dia pra ter a cabeça descansada no travesseiro, e deve se valer de seus direitos, humanizadíssimos, para que se sinta enganado e os abandone, aumentando as consultas particulares, mais gordas. injusto e desleal. enfim.. tem de se pensar grande. sempre. um assunto que só vai ter fim quando o HUMANO, propriamente dito, possa estar em primeiro lugar em todas as questões anteriormente abordadas. 
da leiga, de ante-mão, estúpida.. daniela.






Por um mundo onde as pessoas sejam mais conscientes, menos agressivas e aprendam a militar de forma eficaz. 


Beijos.

30 comentários:

Amanda Lima disse...

Kira, já sabia do por que da sua cesárea, e não tem por que haver culpa, neste caso você fez a unica escolha possível.
A unica coisa que complementaria é sobre a escolha da mulher. Só pode haver escolha consciente com informação, concorda? O problema é que a maioria não tem informação, somente crendices populares como que a bexiga vai cair, a vagina não vai voltar para o lugar, o PN vai 'esmagar' a cabeça da criança e etc.
Aí as mulheres mais pobres veem as 'celebs' brasileiras agendando cesárea e acham a quinta maravilha do mundo, se endividando para parcelar uma, achando ser o melhor, mas sem a verdadeira informação.
Com relação as mulheres com mais informação e poder aquisitivo, pesquisas mostram que a maioria queria parto normal, mas 'teve' que fazer cesárea pois o medico 'inventou' um motivo para tanto. E isso é revoltante, por que se sabe que cordão enrolado e passar da 39ª semana não são motivos para cesárea!
O melhor é informação, de qualidade, juntamente com atendimento de qualidade (e como você mesma diz, acontece no SUS sim!).
Vou continuar como formiguinha, levando informações para todas as grávidas e tentantes que eu conhecer, já que este é o único jeito!
beijos

Anônimo disse...

É .. informação é muito bom mesmo... mas levando em consideração "a pessoa ja informada" não sou contra a escolha.. não foi o meu caso diga-se de passagem hehehe
mas acho que a mãe tem e deve sim escolher como quer que seu filho nasça...

Criss Ferrari disse...

Sempre haverá alguém dizendo que cesária não é parto. Sempre. Quem evocará até o dicionário sei lá que nome para dizer que era vaginal o negócio de parir, mas haverá sempre uma chata lembrando que a palavra foi criada antes de inventarem hospitais e tudo mais.
Eu sou uma sortuda que teve os 2 tipos de parto (porque para mim são partos). Primeiro natural e o segundo cesária, um dos poucos e raros casos médicos que até a mais xiita concorda que deve ser cesária: placenta prévia, com hemorragia, não aguardaram nem 5 minutos da chegada no hospital e eu já tava PARINDO.
E...
Minhas filhas receberam o mesmo amor, ambas tiveram as mesmas doencinhas pentelhas do mundo infantil, ambas com apgar 9 e 10, ambas mamaram no meu peito mais de 2 anos, ambas não chuparam chupeta e não conhecem mamadeira, a diferença maior é que uma é de peixes a outra é de leão mas eu sou cética e cago tijolos pro zodíaco, então, são praticamente gêmeas de idade diferente.
E dor, dor eu senti nas duas experiências. Poderia não ter sentido na primeira? Talvez. Mas já foi.
Pra que se sentir em culpa por algo que dura umas horas num dia (feliz e importante) da sua vida? Mãe tem toda a vida pra amar, cuidar e se realizar com a maternidade, com o filho. Parece mais história de quem quer contar quanto penou ou quanto foi heroica. Chega de sabotarmo-nos mulheres. Chega.

Tuka Siqueira disse...

Eu também já fiz críticas a quem fez escolhas diferentes das minhas. Nunca fui xiita,mas já critiquei sim, admito. Mas isso era fruto da MINHA imaturidade. A imaturidade é que faz uma criatura pensar que só ela é amdura o suficiente para fazer as escolhas certas.
Mas a vida ensina,já não tenho mais os 17 anos que tinha quando tive meu primeiro filho e nem tenho mais um filho só: tenho 5 filhos e 41 anos e essa experiência me trouxe um principal aprendizado: o de que estamos sempre aprendendo algo, nunca sabemos tudo nem seremos os detentores da verdade.
Parabéns pela tua atitude, de deixar o ativismo de sofé e partir pra ação, de deixar de militar virtualmente. Isso é sinal de crescimento e amadurecimento.
Todo mundo cresce um dia. Vive melhor quem amadurece mais cedo e aprende que tem que continuar aprendendo.

Beijos

Isabela Kanupp (Kira!) disse...

Amanda, vou falar do SUS que sei como funciona: Como disse lá é assim saude ok, parto normal. Acho bacana, mas tem um porém, a mulher perde a voz e a decisão de escolha. Geralmente, porque os profissionais do SUS acha que toda mulher é ignorante e não tem informação. Sim, uma maioria não tem mesmo informação, e porque não, informar?Existem ai, 9 meses de pré Natal onde podem fazer isso, mostrar como funciona cada tipo de parte, os beneificios e malefícios de cada um.
E deixar a critério da mulher.
Quem sabe, um dia né?

Isabela Kanupp (Kira!) disse...

Cris, adorei " Parece mais história de quem quer contar quanto penou ou quanto foi heroica.".

Sabe quando você entra em uma piscina e ta gelada?Dai a gente fala " vem gente, a água ta ótima!" então.
Acho que é a mesma coisa.
Parto virou status. Eu sou forte porque tive um parto normal. Dai vira a competição, o meu durou 20 hrs. O meu 15hrs e era gêmeos. E assim vai!

Isabela Kanupp (Kira!) disse...

Tuka querida, eu também critico, julgo, e acho que todo mundo faz isso. Mente quem diz que não. Mas eu aprendi muito sabe?E fico feliz por isso e espero aprender MUITO mais. E é tão gratificante ver que apesar de tudo, tivemos sorte. Sorte pela informação e pela opção de escolha. Coisa que algumas pessoas não tem.

Para mim, perdeu o sentido militar para quem tem acesso a informação e a opinião já formada. De que adianta discutir tipo de parto para mães que já pariram? Tem como voltar no tempo?Não né!

Beijos

Kika Del Piero disse...

Ai que tá.. o que é saúde perfeita tb, o esforço do parto pode provocar aneurisma.. alguém faz tomo antes.. tenho pavor dessas coisas..

P.S. não tenho filhos a Kira sabe disso.. hauhauhau e não fui ironica tenho m[ó medão mesmo..

Viviani F. Polli A. Barbosa disse...

O post muito bem escrito pela Kira e extremamente bem complementado pela Daniela, que chegam ao denominador comum - cada um sabe onde o calo aperta.
Fodam-se as xiitas que precisam se arreganhar num parto natural, sentir dor fdp por horas, levar corte e ponto da episio para se sentirem mais mulher. Puta falta de auto estima. Pra ser mulher não é preciso nada disso. Sou mulher com M maiúsculo. Quase tive um pn (que virou cesária na última hora), amamentei até 1 ano, trabalhei como uma condenada até 6 horas antes da minha filha nascer, quando ela estava com 1 mês, voltei ao trabalho por necessidade. Tenho uma família perfeita. Um marido lindo que me trata como rainha, uma filha com 13 anos, linda, inteligente, delicada e educada e a vida que pedi a Deus. Sou uma MULHER, um MULHERÃO, ESPOSA E MÃE. Sem rótulos, sem cobranças, sem exigências, sem grandes culpas.
Parabéns às mães que vem aqui no blog trocar experiências sobre sua família na boa. Sem críticas e com muito humor e educação. #prontofalei
Afinal, somos "LIMDAS". Não é mulherada.
Viviani
P.S. desculpem os palavrões. Hoje estou meio #dercygonçalvesmodeon

Mummy Brown disse...

Kira eu tb acho um saco esta xiitada. Esta necessidade de auto afirmacao acaba mudando o foco da maternidade. O foco vira o parto, o peito ao inves do bem estar e saude da mae e do bebe. Concordo com vc acredito ser competicao e arrogancia da parte de muitas. Legal sua atitude de voluntariado para pessoas carentes de informacao! Amei seu texto e o principalmente o texto da sua amiga! Uma vez me chamaram de Paulo Coelho que tenta agradar gregos e troianos por nao ter uma opiniao forte sobre partos e amamentacao! Vejo isto como respeito a escolha e de cada um e nao eh o parto ou o peito que vai lhe fazer mais mae. Mae eh um exercicio de amor e doacao e melhores escolhas dentro de nossas possibilidades um bjao p vc e Beatriz

Tenikey disse...

adorei seu texto, sempre gosto do q vc escreve.

segue um trecho que um post que fiz no meu blog.q eu axo q tem tudo haver.

"Tem mulheres que querem ter o parto normal e outras que querem cesariana.
Leia sobre isso, filtre e faça sua escolha.
Eu sempre quis/quero parto normal, mas infelizmente com a Cecília não deu. Mas continuo no team PN.
Tem mulheres que tiveram o PN e amaram e outras que odiaram, do mesmo jeito que tem mulheres que tiveram parto cesária (PC) e amaram e outras que odiaram (como eu).
Mas quando você fizer essa escolha saiba lidar com isso e respeitar a opinião alheia."

beijos

Mãe de três disse...

Olá, pra ser sincera eu nunca quis fazer um PN, mesmo com toda a informação possível, eu tinha verdadeiro pavor de PN, e tive 3 cesárias, e não me arrependo e respeito e admiro quem faz PN, como minha irmã e minha prima, mais juro não é pra mim , mais meus filhos , são lindos, perfeitos, amamentei todos , exclusivamente até 6 meses e depois mamaram mais ainda, são super ativos e a razão da minha vida, e concordo q devemos informar quem ainda não teve bb, e não criticar as que já tiveram , pq ninguem é melhor que ninguem. Grande bjk e bom fim de semana.

LelisPaula disse...

Excelente texto Kira, excelentes comentários também. Cada mulher sabe o que é melhor pra si, né? Uma pena que muitas, ainda, não sabem respeitar isso. Muito fácil julgar.
Como já disseram acima, eu também não me sinto menos mulher e mãe, pq não tive PN.
Beijosss

Ligia Moreiras Sena disse...

Oi Kira, era esse o texto que vc me indicou pra ler?
Bem, vc sabe da minha atuação nessa área.
Mas olha, querida, vi aí algumas informações desencontradas. Por exemplo. No SUS não é exatamente assim como vc falou não, parto normal na maioria dos casos, mas nem de longe... Antes fosse! Você mesma logo abaixo reconhece isso, dizendo "Porque acredito sim que as taxas de cesárea no Brasil tem de diminuir, e o SUS é o que mais colabora nisso". Viu? Não é maioria de PN não...
Uma outra coisa, super importante.
O pessoal confunde "INFORMAÇÃO" com "CONHECIMENTO". Informação é o dado. Conhecimento é o que se faz com ele.
E eu tenho lido muito isso, que as mulheres têm direito de escolher que parto querem ter. E concordo, porque sou feminista e acho que ninguém deve escolher por ela. Mas acho uma hipocrisia e uma mediocridade imensa essa história de algumas mulheres dizerem que optaram pela cesárea, mesmo informadas sobre os benefícios do PN. Não se informaram nada! Pode ser até que tenham tido contato com dados, com informações, mas jamais transformaram isso em conhecimento, porque não existe mãe que, sabendo que existe algo muito bom para seu filho, OPTE CONSCIENTEMENTE pelo que não é tão bom. Quer dizer, claro que tem mãe assim (o seu próprio nome no twitter ironiza essas mulheres, kkkk), mas elas não se assumem assim, vc sabe...
E quando uma mulher diz: eu tenho direito de escolher como meu filho vai nascer, embora ela esteja usando seu direito de escolha, ela tem que admitir: está sendo egoísta. Porque não está dizendo "meu filho vai escolher a forma como quer nascer". Se a maternidade é, entre outras coisas, te tirar um pouco do centro das atenções em prol do seu filho, respeitando a vida dele, a saúde dele, o bem-estar dele, já começou mal, então...
Digo isso para quem OPTA CONSCIENTEMENTE pela cesárea eletiva, aquela que se marca por comodidade do médico ou da família.
(continua)

Ligia Moreiras Sena disse...

(contin). Não estou falando para quem precisou passar por uma cesárea, como você. No seu caso, foi bom senso e, realmente, pensar no bem estar da Beatriz, pô, não tem o que discutir e ninguém tem que julgar sua escolha.
Mas me indigna ver um monte de gente claramente desinformada dizendo que "escolheu a cesárea" e que teve as informações quando não teve.
Cesárea eletiva promove o nascimento de bebês com pulmões prematuros (porque todo ultrassom pode ter margem de erro de até 3 semanas pra mais ou pra menos, aí vc marca a cesárea porque o bebê está com 38 semanas, e vai que nasce um bebê de 35, considerado, portanto, prematuro; aí lá vai a criança pra encubadora, ou é condenada a viver com bronqueolite, asma, bronquite, quando isso poderia ter sido evitado...). Cesárea eletiva prejudica a produção e ejeção do leite, o que leva a dificuldades na amamentação, que leva ao uso do leite artificial quando não haveria necessidade se tivessem esperado o tempo de chegada do bebê.
E só quem passou por uma cesárea sabe: a recuperação é muito sofrida, dolorida e demorada. Todo mundo fala da dor do parto normal, mas devia falar mesmo é da dor da cesárea, que te impede de andar livremente e com boa disposição com seu bebê no colo quando ele mais precisa de vc: logo após seu nascimento. E a ocorrência da depressão pós-parto é infinitamente maior nas mulheres que passaram por cesáreas. E mais um monte de outras coisas... Uma mulher que diz que escolheu a cesárea "informada", então, escolheu passar por tudo isso. Será que tem gente que, sabendo disso tudo, ainda escolhe pornisso??? Ou será que escolheu porque, na real, não sabia disso tudo ou o médico passou a lábia e faz um terrorismozinho básico??
Bem, então eu quero dizer o seguinte.
Também sou a favor de se respeitar a escolha da mulher. Quer fazer cesárea? Faz cesárea! Quer um PN, encara um PN! Mas assuma que fez porque quis e que sabia que não era o melhor pro seu filho, mas ainda assim quis porque essa era a sua própria vontade.
Sem essa de "me informei" quando não se informou não. Infomação tem que ser de qualidade, livro bacana, gente que estuda isso, não a vizinha disse, a irmã leu, ou algo assim. Sem essa de "o médico que mandou", também. Quer marcar cesárea, marca. Mas assume a real.
Sobre o texto da sua amiga, tem alguns erros sérios lá sobre o PN.
Mas embora eu discorde de muitas coisas desse post, veja que eu comentei tudo na classe, no salto, não agredi ninguém nem parti pra ignorância. Eu ofereci informações coerentes baseadas no conhecimento de que dispomos hoje(posso dar todas as referências do que eu disse), não foi nada baseado no achismo ou na violência verbal. Com isso quero dizer que concordo totalmente com o que vc diz no final. E copio o que escrevi ontem no meu perfil do Facebook: Ser estúpido(a) ou grosseiro(a) não diz nada a respeito do seu poder de ação em prol de nada. Só diz, mesmo, que vc é estúpido e grosseiro. E que, muito provavelmente, age ao contrário do que diz. O que é uma forma clara de hipocrisia.
Eu sou uma xiita-bicho-grilo, digamos assim. Eu milito na base da paz-e-amor, bicho. Sem ficar atirando à queima-roupa. Acho que isso ajuda, inclusive, as mulheres a entenderem o que quero dizer. Ninguém quer ler um texto que começa na porrada.
Desculpe o longo comentário.
Mas achei importante.
Beijão!

thata felix disse...

sabe, estou grávida nesse momento e passando pelo momento da decisão exatamente agora. sempre achei lindo e glamouroso fazer as unhas, escova, marcar hora e ir pro hospital a família toda, ver o bebê na tela com horário marcado e coisas assim. minha mãe fez duas cesáreas, minhas amigas mais próximas fizeram cesárea e as únicas pessoas q conheço q fizeram parto normal são pessoas de "antigamente" e, na minha cabeça, passar três quilos de criança pelo meio das pernas era, completamente, coisa de antigamente, que deixava a gente estourada e coisas assim. se fosse pra cortar algo, q fosse a barriga, pq, a periquita, pô! sacanagem! aí, fiquei grávida e com sede de conhecimento. fui ler e tentar entender pq tanta gente estava aderindo ao parto normal, ou, mais ainda, ao parto natural. e, aí, comecei a me sentir mal por ter pensado tanta bobagem. quando minha mãe ficou grávida de mim (em meados dos 80's), o médico do convênio disse q ela TINHA q fazer cesárea pq "não tinha passagem" e nunca teria dilatação. a bolsa arrebentou, ela foi pro hospital e eu nasci de cesárea, em 84. em 91, grávida da minha irmã, ela avisou pro médico de sua "limitação" e ele já deixou uma carta pronta, dizendo que ela TINHA que fazer cesárea, pra quando ela fosse pro sus ter minha irmã. e assim foi, ela entrou em trabalho de parto e fez uma cesárea, dessa vez num hospital público. ela nunca questionou nada. sempre disse "não podia ter normal, TIVE que fazer cesárea". hoje entendo que minha mãe foi sumariamente ludibriada. ela podia ter normal, se ela quisesse e se o médico quisesse. mas ela não sabia e não tinha internet e as pessoas achavam q era coisa de antigamente. minhas amigas marcaram hora pra cesárea e disseram q parto normal sequer passou pela cabeça delas. uma delas chegou a entrar em trabalho de parto, mas foi pro hospital e conseguiu sua cesárea. elas têm 20 e poucos anos, computador e internet em casa, mas não se interessaram sequer em saber pq diabos tem mulher que prefere sentir dor. ou seja, ela ESCOLHERAM o parto delas, escolheram a cesárea e são felizes assim, quem sou eu pra dizer que não?
acho q o lance é esse. quem quer saber, busca, lê, absorve, compreende, aprende e tira suas próprias conclusões. foi o que fiz: quero parto natural e humanizado. mas não posso dizer q sou melhor, mais esperta, mais informada, mais MÃE que minhas amigas que simplesmente não tiveram o mesmo interesse.
pra mim, parto humanizado, parto bom, é parto que a mulher escolhe. não é imposto pelo médico, não é imposto pelo convênio, não é imposto pelo marido, pela mídia, pela condição social, pelo senso comum. Parto bom é que deixa a mãe confortável e feliz com a sua decisão. e cada um é cada um. cada um sabe de sua força e da sua limitação. E quem disse que ignorância não pode ser escolha própria? O q importa é ser feliz com a sua decisão.
eu sou extremamente feliz com a minha. pra mim, é o que importa.

Shilola disse...

Oi gata,
Esse assunto sempre dá pano pra manga mesmo...
Durante a 1ª gravidez li e assisti muita coisa sobre o assunto e antes da minha pequena nascer tinha certeza de uma coisa... Parto é igual C*, cada um tem o seu!
Incentivel minhas amigas que queriam fazer a cesárea. Algumas me incentivaram pelo normal. A úncia coisa que eu tinha certeza era que eu queria que minha filha chegasse bem. Por isso fiz questão de ir para um hospital, onde houvesse uma UTI Neo, para o caso de acontecer alguma coisa. Tinha o plano de saúde, mas paguei pela disponibilidade da médica que topou fazer o parto normal (foi dificil achar uma médica que não tentasse me convencer a marcar a cesárea, sabia?!?!). Fiquei 2 dias em trabalho de parto e não tive dúvidas em mudar para uma cesariana assim que percebemos que os batimentos da minha filha estavam diminuindo... E eu fiz sim uma cesárea! E continuo linda, loira e japonesa! :D Qual a diferença?! O mais importante no final das contas não é a chegada (boa chegada), do filhotinho?!?!
Complicar pra quê?!?!
[]s
Carol

Adriana Engelmeyer disse...

Adorei seu texto....bjus

Viviani F. Polli A. Barbosa disse...

http://g1.globo.com/bahia/noticia/2012/01/mulher-diz-que-hospital-albert-sabin-e-responsavel-por-morte-de-seu-filho.html

Isso as xiitas da auto estima baixa não comentam né.
Cambada de besta. Vai ter pn com criança grande, vai.
Taí, a mulher sem o bebê e sem poder mais ter bebês.
Coitada...

Renata Palombo disse...

Belo texto!! Precisamos mesmo aprender a respeitar as escolhas dos outros!!

Renata do blog www.descobrindoamaternagem.blogspot.com

Renata Palombo disse...

Belo texto!! Precisamos mesmo aprender a respeitar as escolhas dos outros!!

Renata do blog www.descobrindoamaternagem.blogspot.com

gabriela disse...

cada um no seu caminho, cada um no seu quadrado, cada macaco no seu galho...

ótimo post.

bjbjbj

http://maeporacaso.spaceblog.com.br/

Dani disse...

isa, ameeei saber sore o seu trabalho voluntário. que coisa linda! com certeza vc vai ajudar muita gente a encontrar um pouco mais de conforto! bem, eu não vou ficar falando aqui da minha experiência pessoal.. pq não escrevi nada para falar sobre MIM. mas sim, sobre discriminação, agressividade (é só dar a becha para que a carapuça sirva), motivação egocêntrica e perversa, condenar quem realmente caiba a condenação, etc, etc, etc. como bem colocou a fabiola costa, sobre as e os peseudo-heroínas/heróis virtuais, o que acho extremamente perigoso, que se deleitam em ficar medindo o tamanho de seu saber próprio por aí.. como comentou a cláudia rodrigues: uma mulher "bem-informada, sabendo de todos os riscos e evitando uma DATA pré-estipulada, sem qualquer sinal de maturidade da gestação...Uma mulher pode ter motivos muito sensíveis e singulares para justificar uma não-tentativa de viver o parto." ou seja, gente sensível, de escuta apurada, com uma visão solidária sobre o outro, muito felizmente a gente ainda encontra por aí! o bebê é e sempre será o protagonista. mas existe "através" de sua mãe. uma mãe que, mesmo sabendo o que é o melhor para o seu bebê e, ainda assim, admite que não tem "cojones" rsrs para peitar o PN, está sim, sendo altruísta com seu bebê, preservando-o de uma relação baseada numa experiência ruim para ela, que refletirá nas relações dessa díade.. e é lóógico que falo da mulher bem-informada, que é uma parcela das mulheres consideradas "vítimas". as que tem grana para comprar bons livros como "parto com amor", "a maternidade e o encontro com a própria sombra", etc. que tem internet para adicionar o perfil de uma dra. melania, de um gvt, de um gpm.. e inteligência e sensibilidade para digerir tudo isso, assim como para saber, conhecer e transformar, ou não, seus limites tão peculiares. mas, e as mulheres que não tem como garantirem por si mesmas tais informações e compreensões? a obrigação é delas??? daí pq lutar no meio do alvo.. onde realmente faz diferença.. e não ficar medindo força e conhecimento, angariando aplausos por aí. se aplauso mudasse alguma coisa, que bênção seria! enfim, eu detesto qq tipo de bullying. e englobo isso tudo em bullying! materno! beijos

Dani disse...

p.s.: além da questão hormonal, existe tb a questão da psiqué. se entremeam e como medir o que fala mais alto à cada um?? talvez seja por isso tb, que muuitas mães de parto operatório, como vemos muitos relatos, não sentem essa dor toda e sejam capazes de amamentar dentro da primeira hora de nascimento, mesmo que seja primípara. antes de ser a favor de PN ou cesária, sou a favor de uma experiência de parto feliz! antes de ser a favor de gays ou heteros, sou tb a favor de um ser humano feliz! os "detalhes" são pessoalíssimos e intransferíveis, nessa vida.. bjs.

(Mamãe) ~Pinel disse...

Engraçado como eu me senti mal e com culpa, ainda grávida, quando soube que a Lara provavelmente nasceria de cesárea.
Mas eu confesso que a culpa veio por causa do monte de coisa que eu lia sobre vantagens de PN e desvantagens de cesárea. Porque nunca há um prós e contras imparciais nos blogs! Sempre um atacando o outro!

Eu queria muuuito ter um PN, mas entrei em TP e não tive dilatação. Fazer o que? Tem gente que espera um, dois, três dias em TP. Eu já não me aguentava de ansiedade, fiz a cirurgia ali, na hora mesmo, e em menos de 2 horas, estava com a Lara nos braços!
Não me arrependo! E por mais que eu sempre defenda o PN, não ataco a cesárea para isso!

Assino em baixo (dos dois textos)!
Que as escolhas sejam respeitadas!

Mary disse...

O dia em que alguém explicar como funciona o "poder de escolha" na Holanda, onde a taxa de cesáreas é de 14%, eu serei a favor desse poder de escolha da mulher. O dia em que me explicarem como é a escolha da mulher na Suíça, na Suécia, na Espanha, na Inglaterra e no Japão, e disserem que é o mesmo poder da mulher brasileira, eu apoiarei esse "poder de escolha".

O PARTO é nosso, a CIRUGIA é do médico. Dá pra entender a diferença? Parto é parir, é colocar o filho pra fora. Não fazer com que ele seja retirado.

Eu não acho que a cesariana eletiva deva ser respeitada. Mas sim, tenho dó da mulher que opta por ela achando que está optando pelo mais seguro. porque um dia ela vai descobrir que foi enganada, não vai querer continuar na discussão, vai achar que os outros sçao radicais, qdo no fundo sabemos que é medo de refletir e descobrir q se fez uma bobagem...

Mary disse...

Ah, sobre a garota q~não teve dilatação...
Querida, na próxima esteja com um médico que realmente respeite o seu tempo. TODA mulher dilata. Pode demorar dias, mas ela dilata. Depois q se entra em trabalho de parto atico, com contrações de 3 em 3 minutos, com diração de 1 minuto, por no mínimo uma hora, pode esperar q em no máximo umas 18 a 24 horas, vc terá suas bebês nos braços em casos mais demorados.

Toda mulher dilata, se deixarem ela dilatar. O que não dá pra acolher gestante em trabalho de parto latente e dar um prazo pra ela dilatar. Não vai dilatar mesmo. Ainda não é a hora.

Andrea disse...

Hum... 40% do coração trabalhando e vc resolveu engravidar? Vida normal com 40% do coração funcionando? Hum... sei não hein... acho q tem ago estranho por aí...
40% do coração... e fumando?

Não pode fazer força pro filho nascer, mas pode fumar?

Nutricionista Infantil Karine N. C. Durães disse...

Concordo com o que diz, em tudo. Até por contada minha profissão e experiência, sou defensora da amamentação. Mas não acho uma mulher menos mãe porque ela não amamenta. Minha liberdade acaba quando começa a do próximo. Todo mundo tem uma história. E eu, que adoro ouvir uma boa história, acolho a todas. Mesmo as que eu não concorde no íntimo, tento formar empatia. Fiquei até assustada....poxa, você tem um senhor motivo para fazer cesária, é até agressivo questionar o seu parto. Mas estamos aqui pra aprender não é!.
Muitos beijos

Luciana disse...

Eu sempre quis ter um parto normal. Quando engravidei procurei um medico particular que nao atendia meu plano, so por que me disseram que ele fazia parto normal (a maioria dos medicos de convenio nao fazem). Passei a gravidez toda sonhando com meu parto normal (não natural!!!). Porem no final da gestaçao comecei a apresentar aumento leve na pressão arterial. Mesmo tomando remedios, a pressao nao baixava. Com 37 semanas fui numa consulta e o medico afirmou que a minha placenta ja estava em grau avançado, que o bebe talvez estivesse perdendo peso, blábláblá. Fiquei frustrada, decepcionada e furiosa! Li varios posts de blogs pró parto normal que afirmavam que discursos como o do meu medico eram coisas de cesarianistas dissimulados. Em varias listas os meus sintomas constavam como desculpas para "desnecesáreas". Mas, por insistencia do meu marido, concordei com o medico e marquei o parto. Fui para o hospital me sentindo mais uma daquelas "maezinhas" que aceitam tudo que o medico diz e tem opiniao propria. Quando no momento do parto vi meu bebe sair completamente roxo e sem chorar por alguns minutos, magrinho, murchinho mesmo, foi que percebi que se tivesse me deixado influenciar por pensamentos radicais, isso poderia ter custado a vida do meu filho!!! Odeio radicalismos, odeio essa lavagem cerebral acerca de parto e amamentaçao. Acredito em informaçao e livre arbitrio. Abaixo a culpa!! Vamos ser felizes e livres pra aproveitar esse momento lindo de nossas vidas. Ser mãe é muito mais que isso.