sábado, 21 de janeiro de 2012

Minha vergonha pela Super Nanny e a questão da obediência.

fonte: google.




A coisa mais bacana e louca da maternidade é educar uma criança. Estamos educando alguém para o futuro, e acredito que cada mãe, dentro de si, tem a certeza do que NÃO QUER que seu filho seja. E isso é algo bem particular.
Nos últimos tempos houve um estouro de livros de " como educar uma criança", realmente esse é um mercado muito lucrativo cheio de pais desesperados para adestrar suas crianças. Adestrar sim, porque a maioria dos que li, é basicamente isso: adestre seu filho para viver em paz.
Adestre para o sono, adestre para o certo e o errado, adestre para isso, adestre para aquilo. 


Educar uma criança é muito difícil e exige muita paciência e persistência (e talvez umas doses de vodka!). Mas se você opta por educar de uma forma fora dos padrões, ou tentando fugir um pouco do senso comum é bombardeado de porquês.
Eu tentei usar o método da " cadeirinha para pensar". Sabe? Aquele velho castigo. Porque isso é castigo, minha mãe usava isso comigo. A tática é a mesma, só mudou o nome.
Tentei e foi um berreiro, a Beatriz vez ou outra ficava na cadeirinha. E até que eu comecei a pensar: Pera ai, eu não estou educando, eu estou adestrando.
Adestrando um comportamento, ação e reação: se você fizer tal coisa a consequência é tal coisa. A mesma coisa de bater: se você fizer isso, você vai apanhar! 
Isso não é educar, é ameaçar.
Seu filho - principalmente se for muito novo tipo até 4/5 anos - quando senta ali para pensar ele não tem capacidade de entender o que ele fez de errado, o porque aquilo é errado, e o porque que ele não deve fazer novamente. Isso é função dos pais explicarem.
Ele vai deixar de fazer aquilo não porque entende os riscos, o porque é errado, mas vai parar de fazer porque sabe que vai ter de ficar na merda da cadeirinha que é um saco. Mesma coisa quando batem, seu filho não deixa de fazer tal coisa porque aprendeu apanhando, mas sim por medo de apanhar novamente.
Isso não é ensinar.

A Beatriz é o terror, e eu creio que é fase. Todas as crianças passam por isso, é normal. Quem tem de saber como agir sou eu, não ela. Quem tem a obrigação de ensinar sou eu.
Quando a Beatriz pegou o microfone do marido que custava R$300 e deu banho nele, ficamos realmente bravos. Conversamos, demos bronca, explicamos o porque não podia, que aquilo era do papai. Hoje ela não mexe em mais nada o quarto que ficam as coisas do papai, quando quer pede.

É como a obediência, eu não quero uma filha obediente, que acate tudo o que eu falo sem questionar, sem saber o porque, só porque eu sou a mãe dela. Quero sim que ela me respeite, e isso é automático, ela me respeitando e sabendo o porque das coisas ela entenderá um "não pode".

Vale lembrar que são apenas crianças descobrindo o mundo, e quem tem de dizer o que é certo e errado - na concepção de cada família - são os pais. Crianças que estão descobrindo o mundo não tem ideia de risco, perigo, e limites deles próprios. E nós temos a função também de entender que ali não é um animal para ser adestrado, mas uma criança com sentimentos e únicas.
Se a fórmula fosse simples, para educar, para dormir, para aprender, para viver, todos esses escritores seriam deuses, e nenhum pai teria problema com os filhos.




Você quer um filho que te obedeça na base da ameaça ou um filho que entenda e te respeite só pelo fato de ser mãe? 

Enfim, fica a reflexão! 
Beijos

20 comentários:

Kika Del Piero disse...

Olha, eu não vou dizer como mãe mas como professora ( pode ser de merda, mas ok).
Eu uso a tática da cadeirinha da supernanny com meus alunos, mas um pouco pior...
Aluno que me enche e atrapalha o andamento da sala, fica sentado numa cadeira de frente pra lousa ou parede a aula toda. e só o fato de que eles vão perder a aula e eles não querem isso, já mudou alguns comportamentos.
Então as vezes creio que deve se adestrar sim, quando falar não dá e eles se acham acima do bem e do mal.
Acho que o método da Supernanny é bem mais útil com crianças maiores, as menores realmente é um adestramento, mas para as maiores é um tempo de reflexão.

Isabela Kanupp (Kira!) disse...

Exato Kika, crianças maiores tem compreensão, criança de 2 anos não tem!

Karina disse...

Concordo com a Kira. E educar uma criança em casa é diferente de ensinar em sala de aula. Já vi que na escola da minha filha usam o metodo da caderia, não gostei, até questionei. Mas compreendo que numa sala com 10, 15 ou até mais alunos é necessário ter métodos diferenciados.

Eu converso mto c a Alice tbm, e já percebi que é mais eficaz que o tapa. Quanto ao castigo, não tenho mta paciência, e não acredito q ela vá ficar o tempo q está ali pensando no erro q cometeu. Eu lembro quando me deixavam de castigo, eu passava o tempo ali viajando e nem entendia o pq estar ali. Minha mãe ficava uma fera, pq ela percebia que o castigo não era nada eficaz, rsrs

E outra coisa, já imaginou como é gravado o super nanny? um monte de gente pela casa, andando com camera, microfone, sonoplastia...claro que o comportamento da criança vai mudar. Não tem como levar a sério um programa desses.

Denise disse...

gostei!! assim como gosto de todos seus textos....

eu acredito que criancinha até com 1 ano ja entende quando a mãe ou pai falam mais "grosso" com ela....sem dar bronca

a mnha Sofia qd tinha um ano e pouquinho, a fase em q a maioria das crianças enfiam tudo na boca, eu falava pra ela: ó isso aqui NÃO pode por na boca,só seus brinquedinhos, e assim ia diariamente eu falava,repetia isso ...e ela pitoco de gnte nao colocava nada na boca, brincava até com fósforo, tampa de caneta e eu smpre observando de longe: como podia aquele bebê tao pitico me obedecer?

Lembro que todas as pessoas q convivem com ela achavam inacreditável, minha sogra e minhas colegas ficavam bobas como ela não engolia as coisas rs...

sempre gostei muito de conversar om minha filha, arteira ela é, mas não me da trabalho sabe? aí vai da consciência mesmo, a gente não precisa bater nem gritar, mas falando mais firme eles entendem SIM, sem ser necessário cadeirinha nem orelha de burro!

bjs na Bia que tá cada dia mais fofa!

Isabela Kanupp (Kira!) disse...

É Denise, eles entendem mesmo, principalmente se você repetir o porque não pode diariamente. A Beatriz sempre brincou com moedas, todo mundo fica espantado quando eu falo que ela não coloca na boca!

"Maria Heloisa" disse...

Na minha opinião nada melhor do que conversa e se caso a criança não entender colocar de gastigo mais eu quero que meu filho me obedeça e que me entenda e me respeite.
bjs ♥

(Mamãe) ~Pinel disse...

Eu concordo de mais com isso de não ameaçar. E pior que ameaçar, é fazê-lo e não cumprir.

Por um lado, eu gosto do castigo sim. É uma maneira da criança entender que as escolhas tem consequências.
Mas acho que o jeito que SuperNanny propõe é um tanto quanto exagerado.

Mas, quando eu penso em castigo, cantinho do pensamento, ou o que for, eu penso em um lugar para a criança se acalmar, e realmente pensar no que fez. Mas, claro, depois dela se acalmar, tem que rolar a conversa, que sim, é o que importa.

Outra coisa importante que vi que você falou, e isso eu sempre fiz, é explicar o porquê. A criança tem que entender porque não pode, porque é errado, e até mesmo porque ela vai ficar ou ficou de castigo. E claro, porque não deve repetir o que fez. E, quando eu falo castigo, digo: perder o passeio combinado, ou aquela sobremesa. Algo do tipo, mas tudo combinado. Não necessariamente ficar ali, sentada no canto.

Enfim, o importante é que a criança aprenda que tudo tem consequências. Que ela tem que respeitar os pais (e todo mundo claro), e obeceder. Mas entender e ter consciência da obediência, e não medo!!!

Daniela disse...

Gostei mt do artigo, me fez abrir um espaço reflexivo.

Denise e Isabela, no caso do meu filho, quando eu digo que não pode, aí é q ele fez. Qut mais eu digo que não pode colocar na boca, ele vai lá e coloca. Ele tem agora 18 meses. Acho q isso vai depender da personalidade de cada criança.

bjos meninas, boa discussão essa.

Tuka Siqueira disse...

Excelente texto. Muito boa essa reflexão, me fez pensar...

bjs

Dani disse...

mto bom, isa. adorei e vou compartilhar. tem um texto no meu mural do face que toca em pontos parecidos, em relação aos avós. uma linha de pensamento bem próxima, em relação ao tratamento para com as crianças.. beijo!

Josiane Caetano disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Josiane Caetano disse...

Nossa, como eu acho este assunto difícil!Sou meio durona "Super Nany" em sala de aula lotada ( com crianças de 11 anos para cima) senão fica uma bagunça terrível e aula que é bom, nada, mas é claro que só funciona pq deixo claro para o(a) aluno(a) que quando pego na pé, encho o saco e tenho tolerância zero com desculpa furada é pq não podemos perder tempo ( e não, não tem este negócio de cadeira, humilhação exposta assim, cruzes!)
Como sou nova no ramo maternal, não sei se esta é a melhor atitude durona será a melhor para minha filha da gente- afinal só tenho ela e não os 40 em sala de aula- e tenho objetivos diferentes dos que meus alunos em sala de aula...
Mas acredito que a discussão seja o melhor caminho: é meio cansativo ouvir uma pessoa ou várias tendo uma tal " verdade" e impondo-a a outros. Cada realidade é uma realidade.
E espero que eu acerte aqui em casa...a minha mãe sempre foi muito durona e vi poucas vantagens nisto, mas Deus me livre que a minha filha seja uma destas alunas insuportáveis e sem limites que encontro em sala de aula, sem noção de respeito com os professores e com mães e pais achando que eles são "perseguidos" quando tentamos fazê-los estudar.Acho que entrarei em depressão profunda se isto acontecer...
Bjs!

Bia Bihari disse...

Penso muito parecido com vc e educação pra mim, tb é fazer pensar e principlmente se responsabilizar pelos seus atos e consequências (dentro do limite de compreensão de cada idade/fase).
É díficil e muito cansativo mesmo! Mas como vc, eu penso no futuro e crio para o mundo!
bjs!Adorei!!!

Anônimo disse...

Acho que se eu soubesse de uma professora q deixasse minha filha de castigo pra parede, tiraria dessa escola na hora! Eu nunca estudei em escola assim, nunca tive professor assim. Acho desnecessário. O método parece do tempo da minha avó!!! Mas sem a palmatória. Rs
Claro que tem q ter consequencias mas não humilhantes como essa. Sei la, tira uns minutos do recreio... Agora qto a forma de educar, amei muito a reflexão e me fez pensar, mas ainda acho que a criança precisa entender que tem consequencias. Tento conversar muito antes de um castigo, e até faz um bom tempo que não uso. Ela tem me compreendido bem ja aos 4. Bjs

Vivian disse...

Tenho q concordar com o anônimo aí de cima. Se eu soubesse q a escola q meu filho estuda usasse um método desses, de ficar olando para a lousa ou para a parede, com certeza o tiraria de lá. Que método mais retrógrado!
Com meu filho a educação é na v=base do diálogo. Conversamos muito sobre td e a gente vê o qto isso reflete na sua maneira de agir em determinadas situações. Ele é muito tranquilo e seguro. Ele sabe q bater machuca e por conta disso nunca agrediu outra criança. Estou muito satisfeita e nao mudaria nada do jeito q ele é educado. Com muito amor, paciência e respeito.
Adoro esse assunto! Bjo

Sarah disse...

Muito bom o post. As crianças tem mesmo suas fases, e todas elas passam dando lugar a outras. Eu já coloquei de castigo também, e foi a mesma coisa: um berreiro só. De vez em quando ainda faço isso quando nada mais funciona, confesso que no desespero. E assumo que faz muito mais efeito quando conversamos, quando ele me ouve e entende o que fez de errado. Também acho que é esse o caminho.
bjos

Anônimo disse...

Não concordo nem um pouco. Uma criana de 2 anos tem sim "capacidade" para entender as coisas. Concordo plenamente com a Mamãe Pinel, acho que a criana deve sim aprender que coisas erradas tem consequencias. Acredito que um dos maiores erros para o futuro de uma criança são pais como vc que acreditam que crianças são tão inocentes ou "incapazes' como vc citou de não entender o que é certo e o que é errado. A coisa mais óbbvia do mundo é que a criana vai chorar durante um castigo ou uma bronca, afinal, o choro é a principal liguagem ainda de uma criança nessa idade, e ela ainda entende a lei da ação e reação do choro: qndo chora, alguém tenta buscar o que lhe faz acalmar. Aliás, tudo nessa vida é na base da lei da ação e reação, não sei como vc quer educar sua filha diferente.

Desculpa a franqueza, mas se vc não ensinar pra Bia desde já que coisas erradas tem consequencias, a vida ensinará. A vida é dura, o mercado de trabalho é concorrido (ops...vcc não deve saber disso né!), os chefes são maus, as empresas são frias, os namorados abandonam, e toda e qualquer ação q vai contra os princípios impostos por alguém (seja pais, sociedade, empresa, instituições etc) terá sim uma reação ruim. Como vc espera que sua filha aprenda isso? Com 4/5 anos? Ou com 20, 30? Será q não é melhor prepará-la para isso já? Será q a Bia já não tá na idade de saber q o mundo não gira em torno do umbiguinho dela? Será q ela não deve saber desde já que existe o lado certo e o errado, e q se caso opte pelo errado vai ter sim consequencias?

Se vc prefere chamar isso de adestramento, chame. Isso se chama técnica comportamental, e não tem nada de desumano nisso. É completamente normal, e vc faz isso o tempo todo com a sua filha, só talvez não perceba.

Como falei no forms, pelo amor de Deus, procure um profissional, alguém q realmente saiba do assunto, estudou pra isso, trabalha com isso para te orientar, para bem da sua filha, para que ela não aprenda a lei da ação e reação de uma maneira horrível, mais tarde, qndo ela vá sofrer muito ao descobrir que o mundo não é cor de rosa cmo a mãe dela mostrou pra ela.

Daniela Cristian disse...

Em partes o (a) Anonima está certa... a vida é feita sim de ações e reações e se vc não mostrar pra ela q a vida é dura o mundo mostrará.... Quem trabalha com Pedagogia, Psicoterapia sempre diz isso e depende do castigo funciona.... o q é humilhante para a criança? o q é humilhação?

Kika Del Piero disse...

Eu acharia um favor se os pais tirassem os filhos da escola e colocassem em outra. Porque quase sempre o aluno que faz isso é aquele que não respeita nem pai nem mãe, quanto mais professor e diretor.
E não vc não pode tirar o recreio deles pq tem merenda, não não podemos por pra fora pq não tem inspetor.
Não tem como deixar aluno de 9 anos que fala "Cala boca" pra professor e inclusive um deles já disse pra uma professora que ia mandar o ti metralhar a cara dela, pq ele não saiu da aula de educação fisica..
No mais, quando vc ouve outros alunos pedindo pra que vc leve o "bagunceiro" pra diretoria ou pra lousa, é porque nem eles mesmo aguentam o mesmo.
E não se preocupem, se os filhos de vcs tem uma boa educação de casa ( que onde realmente ele deve ser educado e não na escola), eles nunca terão que enfrentar isso.

Kika Del Piero disse...

Ps... o método da cadeira, só é usado quando todas as conversas e diálogos são esgotados. Quando mais da metade da aula já sofreu interferência demais do aluno, ou vcs acham justo os filhos de vcs perderem mais de 30 minutos de aula ( quando ela tem 50 de duração) por conta de um aluno que quer ser rebelde e atrapalhar a aula..